O caminho para a felicidade não é recto...




O caminho para a felicidade não é recto...

Existem curvas chamadas EQUÍVOCOS,
existem semáforos chamados AMIGOS,
luzes de cautela chamadas FAMÍLIA,
e tudo se consegue se tens:
um estepe chamado DECISÃO,
um motor poderoso chamado AMOR,
um bom seguro chamado FÉ,
combustível abundante chamado PACIÊNCIA,
mas, acima de tudo,

um motorista habilidoso chamado DEUS!

Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os factores que destroem os seres humanos.

Ele respondeu:
A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
a Oração, sem caridade.

A vida ensinou-me:
que as pessoas são amigas, se eu sou amável,
que as pessoas são tristes, se estou triste,
que todos me querem, se eu os quero,
que todos são ruins, se eu os odeio,
que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
que há faces amargas, se eu sou amargo,
que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta.A atitude que eu tomar perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame!"

Mahatma Gandhi

Abelha vs Aranha



Acho este pensamento fantástico... e não o aplico só aos livros, mas também a situações do nosso quotidiano! Como vemos cada momento e o que podemos ganhar/perder com ele.

"Os leitores extraem dos livros, consoante o seu carácter, a exemplo da abelha ou da aranha que, do suco das flores retiram, uma o mel, a outra o veneno."

Friedrich Nietzsche

Tenho tanto sentimento - Poema espectáculo



Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

Fernando Pessoa

O valor dos nossos trabalhos.



Na Idade Média, as catedrais góticas eram construídas por várias gerações. Este esforço prolongado ajudava seus participantes a organizar o pensamento, agradecer, e
sonhar.

Hoje o romantismo acabou; a construção é apenas mais um negócio. Entretanto, o desejo de construir permanece. Muita gente dedica o final de suas vidas para acabar uma casa, moldar um pasto, levantar uma capela.

Também nós precisamos exercer este direito; se não temos uma catedral, reconstruiremos nosso quarto. Isto irá nos ajudar a conhecer melhor quem somos. Isto vai nos fazer modificar uma série de coisas que estão nos incomodando. Tanto as igrejas como os homens sofrem o desgaste do tempo — e por isso não se pode parar nunca.

Paulo Coelho

Uma arma fortissima!!



Palavras!

De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar,
a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra.

Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue.Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados.

Mas a palavra destruidora consegue despertar o Mal sem deixar pistas.

Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, artistas são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas por comentários de seus maridos (e vice-versa), fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus.

Procure ver se você está utilizando esta arma. Procure ver se estão utilizando esta contra si. E não permita nenhuma destas duas coisas.

Paulo Coelho

Apender com os erros!



Eu não tenho vistas largas
Nem grande sabedoria
Mas dão-me as horas amargas
Lições de Filosofia.

António Aleixo

Mudemos de Assunto...



Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos

E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e mal eu gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar intecro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que enfuna as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?

Sergio Godinho

Que solidão é essa?



diz-me que solidão é essa
que te põe a falar sozinho
diz-me que conversa
estás a ter contigo.

diz-me que desprezo é esse
que não olhas p'ra quem quer que seja
ou pensas que não existe
ninguém que te veja.

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

diz-me que loucura é essa
que te veste de fantasia
diz-me que te liberta
de vida vazia

diz-me que distância é essa
que levas no teu olhar
que ânsia e que pressa
que queres alcançar

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar

António Variações

Passarinho da Charneca... Liberdade!


Aqui onde canto e ardo
entre papoulas e cardo.
Sete palmos de charneca
são o tamanho de um home
medido em anos de fome,
pesado em anos de seca,
esquecido que teve nome
e que, sendo a morte certa,
vida desta não é d'home,
vida desta não é d'home,
passarinho da charneca.

Passarinho da charneca
entrou na gaiola aberta.
Já tem os olhos cegados
para que cante melhor
que o dono não é cantor.
Traz os colmilhos cerrados
vontades de mandador
e porque é dos mal mandados
julga assim mandar melhor
nos que lhe estão sujeitados,
passarinho da charneca.

Criei o corpo comendo
desta terra da charneca
ao entrar na cova aberta.
Só estou pagando o que devo,
eu sou devedor à terra.
A terra me está devendo,
a terra me está devendo.
A terra paga-me em vida,
Eu pago à terra em morrendo,
eu pago à terra em morrendo,
passarinho da charneca.

João Pedro Grabato Dias

Quem feio ama, bonito lhe parece...



Como alguém disse "O nosso encanto e beleza física, tem tendência a desaparecer mais rapidamente que a beleza interior... irremediavelmente os primeiros vão-se perdendo com os anos, já a segunda permanece para toda a vida"

Ela tem boca torta
Nariz grande
Cabelo mal cortado
Rói as unhas
Usa cunhas
Mas eu estou apaixonado

Ele tem as suas sardas
Pontos negros
Uma boca exagerada
Desafina e desatina
Mas eu estou apaixonada

Ela é ciumenta, rabugenta
Embirrenta e tagarela
intriguista e moralista
Mas eu estou louco por ela

Ele faz cenas gagas, altas fitas
Não tem confiança em mim
faz-se caro, faz-me trombas
Mas eu gosto dele assim

Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
O lado melhor do que parece defeito

Porque eu gosto, gosto dele
E ela gosta, gosta de gostar de mim

Música dos Clã

Como a vida é ingrata para alguns!!



Parava no café quando eu lá estava
Na voz tinha o talento dos pedintes
Entre um cigarro e outro lá cravava
a bica, ao melhor dos seus ouvintes

As mãos e o olhar da mesma cor
Cinzenta como a roupa que trazia
Um gesto que podia ser de amor
Sorria, e ao partir agradecia

São os loucos de Lisboa
Que nos fazem duvidar
Se a Terra gira ao contrário
E os rios nascem no mar

Um dia numa sala do quarteto
Passou um filme lá do hospital
Onde o esquecido filmado no gueto
Entrava como artista principal

Compramos a entrada p'ra sessão
Pra ver tal personagem no écran
O rosto maltratado era a razão
De ele não aparecer pela manhã

Mudamos muita vez de calendário
Como o café mudou de freguesia
Deixamos de tributo a quem lá pára
Um louco a fazer-lhe companhia

E sempre a mesma posse o mesmo olhar
De quem não mede os dias que vagueam
Sentado la continua a cravar
Beijinhos as meninas que passeiam.

João Gil

Socorro...não quero ser contrafeito!



Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a forma-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices. O homem - não o homem que Deus fez, mas o que a sociedade tem contrafeito, apertando e forçando em seus moldes de ferro aquela pasta de limo que no paraíso terreal afeiçoará à imagem da divindade -, o homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na terra.

Almeida Garrett

Somos todos iguais!



Uma mosca sem valor
Poisa c'o a mesma alegria
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.

António Aleixo

Sejamos inteligentes como os burros!




Um dia, um burro caiu num poço e não podia sair dali. O animal chorou fortemente durante horas, enquanto o seu dono pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o burro estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria de ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena esforçar-se para tirar o burro de dentro do poço. Chamou então os seus vizinhos para o ajudar a enterrar vivo o burro. Cada um deles pegou uma pá e começou a atirar terra para dentro do poço.

O burro entendeu o que estavam a fazer e chorou desesperadamente. Até que, passado um momento, o burro pareceu ficar mais calmo. O camponês olhou para o fundo do poço e ficou surpreendido. A cada pá de terra que caía sobre ele o burro sacudia-a, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o burro conseguiu chegar até ao topo do poço, passar por cima da borda e sair dali.

A vida vai atirar muita terra para cima de ti. Principalmente se já estiveres dentro de um poço. Cada um dos nossos problemas pode ser um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos buracos mais profundos se não nos dermos por vencidos. Usa a terra que te atiram para seguir em frente!

Autor desconhecido.

Saber falar de amor!



Carlos Paião!! Uma grande voz da música portuguesa, que se perdeu tão cedo! Não só como cantor como também como compositor... do reportório dele, não posso dizer que tenho "uma" preferida, mas esta música/poema, diz-me muito:

Quem me dera saber
Fazer versos, rimar
Para um dia escrever
Que tu és a mulher que eu quero amar

Quem me dera fazer poesia
Inspirada na minha paixão
Inventar sofrimento, agonia,
O amor de Platão

Quem me dera chamar-te de musa
Em sonetos e coisas que tais
Uma escrita solene e confusa
Com palavras a mais

Eu não sou poeta, não
Não sou poeta
Nunca fui um grande sofredor
Eu não sou poeta, não
Não sou poeta
Não te sei falar de amor

Mas seu eu fosse poeta dotado
Ou se ao menos julgasse que sim
Falaria com um ar afectado
Aprenderia Latim

Só faria canções eruditas
E se as ditas ninguém entendesse
Rematava com frases bonitas
P'ro que desse e viesse

Carlos Paião

Ópios... alguns dias são assim!!



Num banco de névoas calmas quero ficar enterrado,
Num casebre de bambú na minha esteira deitado,
A fumar um narguilé até que passe a monção,
Enquanto a chuva derrama a sua triste canção.

Sei que tenho de partir, logo que suba a maré,
Mas até ela subir volto a encher o narguilé,
Meu capitão já é hora de partir e levantar ferro!
Não me quero ir embora, diga que foi ao meu enterro

Deixem-me ficar deitado a ouvir a chuva a cair,
Que ainda estou acordado, só tenho a alma a dormir,
Como a folha de bambú a deslizar na corrente,
Apenas presa ao mundo por um fio de água morrente.

Nos arrozais morre a chuva, noutra água há-de nascer,
Abatam-me ao efectivo, também eu me vou sem morrer
Para quê ter de partir logo que passe a monção,
Se encontrei toda a fortuna no lume deste morrão

Ópio, bendito ópio, minhas feridas mitiguei!
Meu bálsamo para a dor de ser, em ti me embalsamei!
Ópio, maldito ópio, foi para isto que cheguei,
Uma pausa no caminho, numa névoa me tornei.

Carlos Tê/Rui Veloso

Poema fabuloso... cantado pela Mariza é fenomenal!



"Há Uma Musica do Povo"

Há uma musica do Povo
Nem sei dizer se é um Fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…
Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser…
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver…
Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção…
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração…
Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido…
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido!

Fernando Pessoa

Espero perto do final da minha vida poder cantar bem alto esta canção!



And now the end is near
And so I face the final curtin
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain
I've lived a life thats full
I've travelled each and every highway
and oh much more than that
I did it my way

Regrets I've had a few
But then again too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exemption
I planned each chartered course
Each careful step along the by-way
And more, much more than this
I did it my way

Yes, there were times
I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all
And I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed, and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
"Oh no, oh no, not me
I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself then he has naught
To say the things he truly feels
And not the words of one who kneels
The record shows I took the blows
And did it my way

Frank Sinatra

...aos nossos Politicos!!!



Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.

A.Aleixo

Ver o Mundo...



Embora os meus olhos sejam,
os mais pequenos do Mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo.

António Aleixo

A vida é toda assim... toda assim!!



"Quando Estou Só..."

Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.

Fernando Pessoa

Quadras do Aleixo!



Humildade!

São parvos, não rias deles,
deixa-os ser, que não são sós:
Às vezes rimos daqueles,
que valem mais do que nós.

Florbela... uma Poetiza do Reino de Aquem e de Alem Dor!!




Ser poeta...

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca

Sou fã de Fernando Pessoa...


Fresta

Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.

(Fernando Pessoa)

A importância da forma como encaramos a vida!




Onde você vê...

Onde você vê um obstáculo,
alguém vê o término da viagem
e o outro vê uma chance de crescer.

Onde você vê um motivo pra se irritar,
Alguém vê a tragédia total
E o outro vê uma prova para sua paciência.

Onde você vê a morte,
Alguém vê o fim
E o outro vê o começo de uma nova etapa...

Onde você vê a fortuna,
Alguém vê a riqueza material
E o outro pode encontrar por trás de tudo,
a dor e a miséria total.

Onde você vê a teimosia,
Alguém vê a ignorância,
Um outro compreende as limitações do companheiro,
percebendo que cadaqual caminha em seu próprio passo.
E que é inútil querer apressar o passo do
outro, a não ser que ele deseje isso.

Cada qual vê o que quer, pode ou consegue enxergar.

Porque eu sou do tamanho do que vejo.
E não do tamanho da minha altura.

(Fernando Pessoa)